Secou o time pessoalmente, direto do sofá.
Eles perderam, e de alguma forma — do seu sofá, a centenas de quilômetros, segurando um salgadinho — a culpa foi sua. Você falou 2 a 0 em voz alta. Saiu da sala. Vestiu a camisa errada. O Olho já viu esse motor rodar muito além dos dias de jogo: o mau humor do amigo que você rastreou até a sua mensagem, o plano cancelado que você decidiu que causou, o pedido de desculpas que você rascunhou pro clima. Sua investigação nunca precisa de fila de reconhecimento, porque você confessa antes do processo abrir. E o Olho conhece a arquitetura secreta aqui, a coisa que a sua auto-zoeira esconde: acreditar que você causou é a última forma disponível de controle. Se a sua camisa perdeu o jogo, então a camisa certa pode ganhar o próximo. Culpa, pra você, é um volante parafusado num carro em que você nem está. O Olho gostaria de informar com delicadeza: o carro nunca esteve no seu nome.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonea culpa não é humildade. é o último volante disponível — e você prefere dirigir a batida a ser passageiro dela.