Achou o vilão aos 12 minutos.
Deu errado, e em instantes o seu narrador interno já escalou o papel: o amigo furão, o colega lento, aquele zagueiro, aquela decisão, aquele cara. O Olho assistiu ao seu processo de casting e respeita a velocidade — quando os outros terminam de dizer 'bom, é complicado', você já imprimiu o nome do vilão numa camisa. Eis o que o Olho entende e os seus críticos não: isso não é crueldade, é compressão. Uma derrota com uma causa é uma história; uma derrota com doze causas é neblina, e não dá pra velar neblina. Nomear o vilão encolhe o caos pra um tamanho que o seu coração consegue processar. O problema, e você já sentiu, é a manhã seguinte — quando a raiva drena e você lembra que o vilão era uma pessoa inteira, e que 'foi o Brandon' nunca foi o quadro pericial completo. O Olho mantém os seus rascunhos de retratação em arquivo. São vários.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonevocê não precisa de um vilão porque é cruel. precisa porque luto sem endereço só fica dando voltas no quarteirão pra sempre.