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Seu time abre dois a zero e você é a pessoa mais barulhenta do prédio, bandeira aberta, histórico ativado, 'acompanho há décadas'. Toma um gol e seu celular fica fascinante. Toma o segundo e você 'foi pegar uma água' numa cozinha da qual não volta mais. O Olho viu esse padrão rodar fora de junho também: você sai de grupos na noite em que o drama começa, some de amigos atravessando o pior mês deles, desenvolve compromissos repentinos sempre que uma noite fica pesada. Não é que você não se importa — é que você se importa de um jeito que não consegue supervisionar. Ver algo que você ama sofrendo parece ver você mesmo, então você protege o sentimento indo embora antes que ele possa te machucar. As vitórias são incríveis porque vitória é o único jogo que você confirma presença. A bandeira não é deslealdade. É que ninguém nunca te viu ficar pra um segundo tempo ruim, e as pessoas anotam isso em silêncio.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonevocê não vai embora porque parou de se importar. vai embora porque ver a coisa sofrer parece ver você mesmo.