Mais alto é mais corajoso. Supostamente.
No segundo em que as coisas começam a escorregar, a sua voz interior não consola — convoca. Levanta. Foca. Você é melhor que isso. O Olho já ouviu a transmissão completa: a série na academia que você terminou por pirraça, a noite virada movida inteiramente a provocação autodirigida, o término que você administrou agendando o luto como blocos de treino. Em algum ponto do caminho você aprendeu que dureza te move e suavidade te trava, e nunca atualizou o arquivo. E olha — funciona. Você é genuinamente difícil de manter no chão, porque o adversário mais cruel do prédio já mora na sua cabeça e vocês fizeram as pazes. Mas o Olho notou a assimetria: você nunca, jamais, deixaria alguém falar com o seu melhor amigo do jeito que você fala consigo mesmo no intervalo. Você chama isso de padrão de exigência. O Olho chama de uma voz que você herdou de algum lugar, ainda vestindo o uniforme antigo.
Receba a sua leitura — grátis no iPhoneo grito não é crueldade. é o único idioma que já te tirou do chão — e você nunca conferiu se existiam outros.