Alegria é esporte coletivo e você joga em todas as posições.
No instante em que acontece, você não está olhando pra tela — está procurando gente. Braços já abertos, escaneando a sala pelo humano abraçável mais próximo, e se não tiver nenhum, você já está ligando pra alguém antes do replay ir ao ar. O Olho vê a arquitetura inteira: felicidade, pra você, tecnicamente não existe até ser compartilhada. Você recebe uma notícia boa e pensa imediatamente em pra quem contar. Você não consegue curtir a vitória sozinho no quarto — ela só fica ali, desativada, como um presente que não dá pra abrir sem testemunhas. É por isso que é você quem puxa o abraço coletivo, organiza o jantar de comemoração, arrasta o amigo tímido pro meio da roda. E o Olho vai dizer a parte que ninguém diz: funciona ao contrário também. Uma alegria que ninguém presenciou pode parecer, pra você, que aconteceu pela metade. Essa é a letra miúda do seu superpoder. Mas a manchete é real — todo grupo em que você já entrou ficou mais quente no dia em que você chegou.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonevocê não procura a tela quando acontece. procura um rosto pra sentir junto.