Você não pediu a braçadeira. O grupo só não parava de olhar pra você.
Ninguém votou. Não teve cerimônia. O grupo só foi, devagar e por unanimidade, começando a olhar pra você toda vez que algo precisava ser decidido — e você, fatalmente, sempre tinha uma resposta. O Olho viu a braçadeira te achar em todas as salas da sua vida: você é quem manda a primeira mensagem depois da briga do grupo, quem organiza o presente, a viagem, a intervenção, quem fala a coisa difícil em voz alta porque aparentemente ninguém mais ia falar. Responsabilidade não só te encontra — ela fura a fila pra te encontrar. Parte disso é puro instinto: você fisicamente não consegue ver algo sendo liderado mal. Ver um grupo à deriva dói mais do que carregá-lo, então você carrega. Mas o Olho guarda os comprovantes, e aqui está o seu: capitães são consultados, escorados, creditados — e quase nunca checados. Todo mundo supõe que outra pessoa está te segurando. Conte, um dia, quantas pessoas perguntam o que VOCÊ precisa. O Olho já contou. É por isso que esse parágrafo existe.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonevocê lidera porque ver feito mal dói mais que carregar. mas o olho viu quem nunca é carregado.