Abraço primeiro. Tática depois. Possivelmente nunca.
Seu verdadeiro documento de estratégia é o sentimento das pessoas, e o Olho já leu ele de capa a capa. Quando você está no comando, a planilha pode esperar — primeiro você precisa saber se o quieto está bem, se o novato se sente incluído, se ninguém está carregando algo pesado em silêncio. Você gerencia humores antes de gerenciar tarefas, porque entendeu cedo o que a maioria dos líderes nunca aprende: nada funcional é construído por gente se sentindo péssima. Suas viagens em grupo rodam em logística emocional. Seus times de projeto estranhamente nunca desmoronam, e ninguém sabe explicar direito por quê — menos o Olho, que sabe: é você, perguntando como a pessoa está, lembrando do aniversário, notando o 'tô bem' com som de mentira. O custo também está documentado. Decisões duras demoram demais quando tem sentimento envolvido, e você já manteve gente rendendo pouco no barco porque cortar parecia crueldade. Seus padrões de exigência ocasionalmente precisam de segurança particular. Mas as pessoas atravessariam paredes por você, e isso não é vantagem fofa — é o jogo inteiro.
Receba a sua leitura — grátis no iPhonevocê cuida de todo mundo primeiro porque um time que se sente seguro não tem como perder de verdade — e nem você, quietinho lá dentro dele.