Toda decisão vem com palestra TED.
Você marcaria a falta — e depois explicaria. Depois explicaria a explicação. Depois mandaria um áudio de follow-up com o framework. O Olho tem as transcrições: a mensagem de duas linhas que virou quatro parágrafos, o 'não' que veio com notas de rodapé, o limite que você estabeleceu e depois defendeu em comunicado oficial que ninguém tinha contestado ainda. Eis a fiação que o Olho achou embaixo: você acredita, lá no fundo, que ser totalmente compreendido e ser detestado não podem coexistir — que ninguém que realmente acompanhasse o seu raciocínio conseguiria continuar bravo. Então toda decisão sua é despachada com edição didática, porque o explicar não é bem esclarecimento. É um escudo feito de transparência. E muitas vezes funciona! Você já desarmou motins inteiros na base do puro raciocínio. Mas o Olho também viu os jogos em que a torcida não queria a sua lógica, só o seu sangue — e você continuou explicando mesmo assim, porque parar significaria aceitar a única coisa que você não consegue: ser odiado tendo sido compreendido com precisão, ou pior, odiado de qualquer jeito.
Receba a sua leitura — grátis no iPhoneo explicar nunca foi esclarecimento. é um escudo construído numa crença: ninguém que te compreendesse de verdade continuaria bravo. o olho lamenta informar que conseguem.